Gente, dá a maior canseira dar uma de easy rider...
Como o Carlos já contou, nós planejamos, reservamos, telefonamos etc etc etc e, ainda assim, algumas coisas não saíram como a gente esperava. Mas também devo confessar que isto em nada está atrapalhando a viagem.

Eu, já no avião, sentia muito frio. Desconfiei que estava resfriada, mas não acreditei. Faz uns 12 anos que tomo vacina contra gripe e desde então não fiquei mais doente. Bom, tinha que ser agora né? Mas, tudo bem, vou levando.

Em LA foi tudo uma correria. Claro que não aguentei e passei na Sephora. Olha aí, Pitty e as meninas do blog MakeupConcept: tem espaço, viu? Hahahaha! Pelo menos pra um batonzinho a mais!

É certo que não estou usando muita maquiagem. O calor é insuportável às vezes e a máscara de cílios "derrete" e incomoda os olhos. Mas tudo bem.

Ah! O terreno que eu comprei na Rota 66 foi bem em frente ao Bagdad Café. Para os não motociclistas eu explico: "comprar terreno" significa cair e o meu primeiro tombo foi aí! Chique, né? Hahaha!

Vista do terreno da Jackie na Route 66, em frente ao Bagdad Cafe.
O lugar promete grande fama no futuro.
A gripe se "transformou" em alergia. Só eu consigo ter ataques alérgicos sempre que viajo. Aqui é final de verão e na estrada se vê muitas flores amarelas. É lindo. Ok! Mas só vendo o que é estar respirando mal, com a pele do rosto toda empolada, com capacete, na estrada debaixo de um calor de mais de 40 graus. Foi o que aconteceu no trecho entre Barstow e Kingman. Mas eu sobrevivi! E já estou tomando antialérgicos.

Aliás este, para mim, foi o trecho mais difícil da viagem até aqui. Muito calor, um sol gigante no céu, nenhuma nuvem. Paramos numa área de descanso e algumas vezes durante o trajeto. É preciso parar. A gente parece que não se dá conta de que está desidratado e, na ansia de querer chegar logo, pode realmente passar mal.

Foi neste trecho também que a minha moto esquentou demais e acabei queimando minha coxa direita. Sim, esta viagem me deixará muitas cicatrizes! Hahaha! Fiz um curativo com pomada de cortisona, cobri com uma atadura gigante, pus o jeans e, por cima, uma daquelas joelheiras de neoprene. Tá dando certo e, agora, não sinto mais calor e as bolhas estão sarando.

Curativo adaptado - moto injetada esquenta muito, jamais teria uma (Carlão).
Adorei Kingman! A cidadezinha é muito linda, as pessoas são muito hospitaleiras e a comida é sensacional. O Carlos já falou em outro post sobre o cheese cake. O único que comi em minha vida que realmente tinha gosto de queijo. Maravilhoso! E as batatas fritas? Gente, devem ser geneticamente modificadas porque dentro da casquinha crocante tem purê de batatas! um espetáculo!

Williams também é muito bacana. De lá fomos pro Grand Canyon. Do passeio de helicóptero falaremos mais tarde... mas adianto que é de tirar o fôlego e vale muito a pena!

Agora estamos em Winslow. Cidade pequena mas muito bonitinha também. Acordamos e chovia um pouco. Agora já parou e estamos num café esperando mas de 650 motos chegarem para um encontro aqui. Vamos ver! Conhecemos um casal canadense muito simpático, Mike e Pamela. Bacana mesmo! Eles também tiveram problemas para alugar a moto com a EagleRider. Isso vai merecer um post pouco depois, quando eu já não estiver sob violenta emoção...

Pam, Mike & Jackie in the Art Gallery Coffee House - honest Espresso!
O mais bacana de tudo na estrada é o respeito pelo motociclista. Gente, vocês sabem que eu piloto só há 3 meses. Saímos de LA num caminho do cão, passando pelas highways, freeways e tal. Muito mais fácil e sem incidentes do que qualquer passeio vagabundo entre minha casa em SP e a padoca mais próxima! Juro! Claro que quando saímos da EagleRider me veio à mente a imagem do Exterminador do Futuro pilotando sua Fatboy, mas nem precisou... tudo pianinho!

E na estrada todos os motociclistas se cumprimentam. Sim, eu disse TODOS! Faça amigos: viaje de moto pelos EUA! Hahahaha!