Ontem não conseguimos postar nada por problemas na rede do motel. Agora, de madrugada, fica mais fácil.

Anteontem saímos de Barstow e chegamos a Kingman. Cidadezinha agradabilíssima, gente extremamente acolhedora, simpática e disposta a te ajudar em qualquer coisa que precise. E tem, talvez, a melhor comida que provamos até agora. E eles servem em quantidades de Fred Flintstone. Dividimos todos os pratos que pedimos.

Na chegada a Kingman, anteontem à noite, estávamos cansados e comemos no motel, mesmo. Compramos comida congelada no Walgreens ao lado do motel. Macarrão com molho de queijo pro vegetariano aqui e burritos de carne pra Jackie, além de castanhas diversas e damascos.

Ontem fomos a uma lanchonete chamada D'z, decorada com motivos da década de 50. Comida fantástica e, acreditamos, comemos verdadeiro cheesecake pela primeira vez em nossas vidas.

Interior da D;z
O menu
O cheesecake, caseiro, orgulho, merecidamente, do local
Também fomos ao museu da Route 66 da cidade, muito bem montado e com atendimento nota 10. A história dos caras é realmente fantástica, muita luta, muita vontade. A gente começa a entender como chegaram onde chegaram.

No museu há um escritório de turismo do governo do Arizona. O senhor que nos atendeu, o Larry, é simpaticíssimo. Atendeu-nos de maneira fantástica e insistiu para que fôssemos pela Route 66 até Seligman e Ash Fork, que a estrada estava conservadíssima neste trecho.

Não nos arrependemos. Realmente vale a pena rodar no Caminho de Santiago dos Harleyros. Passamos em diversos lugares que só havíamos visto em livros e sites, como o bar em Hackberry, onde há uma Corvette 1957 conservadíssima na porta, além de milhões de souvenirs e outras coisas.

As bombas de gasolina na entrada do bar em Hackberry
A Corvette 1957
Interior do boteco em Hackberry
Neste trecho, a estrada é belíssima. Tráfego mínimo, asfalto perfeito e toda aquela aura de mito presente todo o tempo. Poucas vezes na vida senti tanta paz interior. Apesar do limite de velocidade neste trecho ser de 65 mph (algo em torno de 104 km/h), fomos a bem menos que isto. O lugar é marvilhoso.

na estrada!
parece que a gente nunca vai chegar a lugar algum...
Voltando pra estrada
Chegamos a Seligman após umas duas horas de viagem. Seligman é uma cidadezinha com uma rua só, que é a própria Route 66, mais algumas transversais. Tudo gira em torno da Route 66 e de algumas empresas de transporte. A linha férrea acompanha a Route 66 a grande maioria do tempo. A I-40, com seus eighteen-wheelers (caminhões de 18 rodas), felizmente, fica bem longe da Route 66 neste trecho.

Chegamos a Williams já sem luz do dia. Williams tem 3.000 habitantes e também vive do turismo e da Route 66, que também é a Main Street. Estamos em um motel da década de 30, bem charmoso, mas com poucos recursos. Ontem jantamos em um restaurante mexicano-irlandês. Pode??? O dono deve ser irlandês e, claro, comida mexicana é um must.

Williams é a porta do South Rim (margem sul) do Grand Canyon. Hoje iremos até lá para fazermos o passeio de helicóptero. Depois, seguimos de volta para a I-40, pelo interior e não pelo mesmo caminho da ida. Segundo nos disseram, a estrada é muito boa e evitamos repetir o trajeto. Ainda não sabemos se iremos a Sedona, ao sul de Flagstaff, ou se continuamos até Gallup.

Até amanhã!